Dr. Estácio RamosHematologista · CRM 6302 BA

Hemofilia e Doença de Von Willebrand:
diagnóstico e tratamento

Distúrbios hereditários da coagulação exigem acompanhamento hematológico especializado com expertise em hemoterapia. Como Diretor Associado do IHEBA e com formação no NY Blood Center, Dr. Estácio possui experiência singular no manejo de produtos derivados do sangue e fatores de coagulação.

Expertise em hemoterapiaReposição de fatoresTelemedicina nacional
Expertise em Coagulopatias

Hemofilia e doença de Von Willebrand são distúrbios hereditários da coagulação que exigem manejo especializado de hemoderivados e fatores de coagulação.

Diretor Associado do IHEBA (primeiro banco de sangue privado do Brasil) e formação no New York Blood Center garantem expertise diferenciada em hemoterapia.

45+
Anos de experiência
EUA
Formação NY Blood Center e Sloan-Kettering
3
RQEs (Hematologia + Hemoterapia + Patologia)
Brasil
Atendimento nacional via telemedicina

Tipos de distúrbios hemorrágicos

Os distúrbios hereditários da coagulação incluem diferentes condições, cada uma com mecanismos, herança genética e abordagens terapêuticas próprias.

Mais comum

Hemofilia A

Deficiência do fator VIII de coagulação. É o tipo mais comum de hemofilia, responsável por cerca de 80% dos casos. Herança ligada ao cromossomo X.

Christmas Disease

Hemofilia B

Deficiência do fator IX de coagulação, também conhecida como Doença de Christmas. Clinicamente indistinguível da hemofilia A, requer dosagem específica para diferenciação.

Mais prevalente

Doença de Von Willebrand

A coagulopatia hereditária mais comum, afetando até 1% da população. Causada por deficiência ou disfunção do fator de Von Willebrand, essencial para adesão plaquetária.

Autoimune

Hemofilia Adquirida

Condição rara causada por autoanticorpos contra fatores de coagulação (geralmente fator VIII). Não é hereditária, surge em adultos e pode associar-se a doenças autoimunes.

Sintomas que merecem atenção

Os distúrbios hemorrágicos hereditários podem se manifestar desde a infância ou passar despercebidos até a vida adulta. Reconhecer os sinais é o primeiro passo.

Hemartroses

Sangramentos dentro das articulações (joelhos, cotovelos, tornozelos), causando dor, inchaço e rigidez. Sinal clássico da hemofilia grave.

Hematomas profundos

Hematomas extensos em músculos e tecidos moles, muitas vezes desproporcionais ao trauma. Podem comprimir nervos e vasos.

Sangramento prolongado

Sangramento que não para após cortes, traumas, procedimentos dentários ou cirurgias. Pode ocorrer horas após o evento.

Epistaxe recorrente

Sangramentos nasais frequentes e de difícil controle, especialmente comum na doença de Von Willebrand.

Menorragia

Fluxo menstrual excessivo e prolongado, frequentemente o primeiro sinal de doença de Von Willebrand em mulheres.

Sangramento gengival

Sangramento espontâneo ou após escovação dental, comum em distúrbios da coagulação e doença de Von Willebrand.

Quando buscar avaliação?

Histórico de sangramentos desproporcionais a traumas, hematomas frequentes sem causa aparente, sangramento prolongado após cirurgias ou procedimentos dentários, menstruação excessiva, ou histórico familiar de distúrbios hemorrágicos. A investigação com hematologista especializado é fundamental para o diagnóstico correto.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico de hemofilia e doença de Von Willebrand requer uma investigação laboratorial escalonada, guiada pela história clínica e familiar do paciente.

01

História clínica e familiar

Avaliação detalhada do histórico de sangramentos, cirurgias, procedimentos dentários, e investigação de casos na família. Fundamental para orientar a investigação laboratorial.

02

Coagulograma (TP e TTPa)

Exames de triagem da coagulação. O TTPa (tempo de tromboplastina parcial ativada) está prolongado na hemofilia A e B. O TP (tempo de protrombina) costuma estar normal.

03

Dosagem de fatores (VIII, IX, vWF)

Quantificação específica dos fatores de coagulação para confirmar o diagnóstico e classificar a gravidade: leve (>5%), moderada (1-5%) ou grave (<1%).

04

Teste de agregação plaquetária

Avaliação da função plaquetária, essencial para o diagnóstico da doença de Von Willebrand. Inclui cofator de ristocetina e multímeros do fator de Von Willebrand.

05

Estudo genético e molecular

Identificação da mutação específica para aconselhamento genético, detecção de portadoras e diagnóstico pré-natal quando indicado.

Opções de tratamento

O tratamento das coagulopatias hereditárias evoluiu drasticamente. De reposição sob demanda a terapia gênica, o arsenal terapêutico atual transforma a qualidade de vida dos pacientes.

Hemofilia A e B

Reposição de fator

Concentrado de fator VIII (hemofilia A) ou fator IX (hemofilia B), derivados do plasma ou recombinantes. Base do tratamento sob demanda e profilático.

Von Willebrand leve

DDAVP (Desmopressina)

Estimula a liberação do fator de Von Willebrand e fator VIII armazenados no endotélio. Tratamento de primeira linha na doença de Von Willebrand leve e hemofilia A leve.

Hemofilia grave

Terapia profilática

Infusão regular de fator de coagulação para prevenir sangramentos, especialmente hemartroses. Padrão-ouro para hemofilia grave, iniciada na infância.

Avanço terapêutico

Emicizumab

Anticorpo biespecífico que mimetiza a função do fator VIII. Administrado por via subcutânea, revolucionou a profilaxia da hemofilia A, inclusive em pacientes com inibidores.

Tratamento adjuvante

Antifibrinolíticos

Ácido tranexâmico e ácido aminocaproico estabilizam o coágulo já formado. Essenciais como adjuvantes em procedimentos dentários, menorragia e sangramentos mucosos.

Futuro do tratamento

Terapia gênica

Abordagem inovadora que visa a produção endógena do fator deficiente. Já aprovada para hemofilia B em alguns países e em estudos avançados para hemofilia A.

Por que escolher Dr. Estácio Ramos?

IHEBA e expertise em hemoterapia

O tratamento de hemofilia e Von Willebrand depende diretamente do manejo de hemoderivados e fatores de coagulação. Como Diretor Associado do IHEBA e Diretor Técnico da Unidade de Hemoterapia do Hospital Português, Dr. Estácio possui expertise única nessa área.

  • IHEBA — Primeiro banco de sangue privado do Brasil
  • New York Blood Center — Formação 1980-81
  • Memorial Sloan-Kettering Cancer Center — 1982-84
  • Hospital Português — Diretor Técnico Hemoterapia
  • ABHH membro desde 1983

Hematologia + Hemoterapia

A combinação de hematologia clínica e hemoterapia é essencial no manejo de coagulopatias hereditárias. O conhecimento aprofundado de produtos derivados do sangue, concentrados de fatores e crioprecipitado garante tratamento seguro e eficaz.

Expertise completa em reposição de fatores de coagulação, manejo de crioprecipitado, DDAVP, e acompanhamento de pacientes com inibidores. Coordenação com equipes cirúrgicas e odontológicas para procedimentos seguros.

Perguntas sobre hemofilia e Von Willebrand

Hemofilia é hereditária?

Sim, a hemofilia A e B são doenças genéticas ligadas ao cromossomo X, transmitidas principalmente pelas mães (portadoras) aos filhos homens. A doença de Von Willebrand tem herança autossômica dominante na maioria dos casos, afetando homens e mulheres igualmente. Existe também a hemofilia adquirida, que não é hereditária e ocorre por formação de autoanticorpos contra fatores de coagulação, geralmente em adultos.

Mulheres podem ter hemofilia?

A hemofilia clássica (A e B) é rara em mulheres, mas possível em casos de inativação desfavorável do cromossomo X. Mulheres portadoras podem ter níveis reduzidos de fator e apresentar sintomas hemorrágicos leves a moderados. Já a doença de Von Willebrand afeta homens e mulheres igualmente e é a coagulopatia hereditária mais comum nas mulheres, frequentemente manifestando-se como menorragia (fluxo menstrual excessivo).

Quem tem hemofilia pode levar uma vida normal?

Sim. Com acompanhamento hematológico adequado e tratamento profilático moderno, a maioria das pessoas com hemofilia pode levar uma vida plena e ativa. A profilaxia com reposição regular de fator ou emicizumab reduz significativamente os episódios de sangramento e previne danos articulares. O acompanhamento multidisciplinar e a educação do paciente e família são fundamentais.

Quem tem hemofilia pode praticar esportes?

Sim, a atividade física é recomendada e importante para fortalecer a musculatura e proteger as articulações. Atividades de baixo impacto como natação, caminhada, ciclismo e musculação são excelentes. Esportes de contato (futebol, artes marciais) devem ser avaliados individualmente com o hematologista, considerando a gravidade da hemofilia e o regime de tratamento profilático.

Gestação com hemofilia ou Von Willebrand exige cuidados especiais?

Sim. A gestação requer planejamento prévio e acompanhamento conjunto entre hematologista e obstetra. Na doença de Von Willebrand, os níveis de fator tendem a subir durante a gestação, mas podem cair rapidamente no pós-parto, exigindo monitoramento rigoroso. O planejamento do parto deve incluir estratégia para prevenir sangramento excessivo e garantir a segurança da mãe e do bebê.

Quais os avanços recentes no tratamento da hemofilia?

Os principais avanços incluem o emicizumab (anticorpo biespecífico que substitui a função do fator VIII, aplicado por via subcutânea), fatores de coagulação de meia-vida estendida (reduzindo a frequência de infusões), fitusiran (inibidor de antitrombina) e a terapia gênica, já aprovada para hemofilia B em alguns países, que oferece a possibilidade de produção endógena do fator deficiente por tempo prolongado.

Diagnóstico e tratamento de hemofilia e Von Willebrand

Com mais de 45 anos de experiência, formação nos EUA e direção do IHEBA, Dr. Estácio oferece avaliação especializada para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de hemofilia, doença de Von Willebrand e outros distúrbios da coagulação. Atendo pacientes de todo o Brasil via telemedicina.

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Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. O diagnóstico e tratamento de hemofilia e doença de Von Willebrand devem ser realizados por médico hematologista qualificado.