Trombose:
diagnóstico e tratamento
A trombose venosa profunda e a embolia pulmonar exigem diagnóstico rápido e tratamento preciso. Com mais de 45 anos de experiência em coagulação e hemoterapia, Dr. Estácio oferece avaliação completa — do diagnóstico à definição da duração ideal da anticoagulação.
A trombose venosa profunda afeta cerca de 1-2 pessoas a cada 1.000 por ano. Com diagnóstico correto e anticoagulação adequada, a maioria dos casos evolui bem.
Experiência em hemoterapia e coagulação, com formação nos principais centros de hematologia dos EUA.
Principais tipos de trombose
A trombose pode ocorrer em diferentes territórios vasculares, cada um com características, gravidade e tratamento específicos.
Trombose Venosa Profunda (TVP)
Formação de coágulo em veias profundas, geralmente das pernas. Causa dor, edema e vermelhidão. É a forma mais comum de trombose e pode evoluir para embolia pulmonar.
Embolia Pulmonar (EP)
Obstrução de artéria pulmonar por coágulo, geralmente originado de TVP nas pernas. Emergência médica com risco de vida. Causa falta de ar súbita e dor torácica.
Trombose Arterial
Formação de coágulo em artérias, frequentemente associada a aterosclerose. Pode causar infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC). Menos associada a trombofilias.
Trombose Portal e Esplâncnica
Trombose em veias do sistema porta-hepático ou esplâncnico. Associada a doenças hepáticas, neoplasias mieloproliferativas e trombofilias. Requer investigação especializada.
O que aumenta o risco de trombose?
A trombose resulta da interação de fatores genéticos e adquiridos. Identificar os fatores de risco é essencial para prevenção e tratamento.
Imobilização e cirurgia
Cirurgias prolongadas (especialmente ortopédicas), internações hospitalares e imobilização por gesso ou repouso aumentam significativamente o risco de TVP.
Câncer
Neoplasias malignas ativas aumentam o risco de trombose em até 7 vezes. Alguns quimioterápicos também elevam o risco. Trombose pode ser a primeira manifestação de câncer oculto.
Anticoncepcionais e hormônios
Anticoncepcionais combinados (estrogênio + progestágeno) aumentam o risco em 3-4 vezes. Terapia de reposição hormonal e gestação também são fatores de risco.
Trombofilias hereditárias
Fator V Leiden, mutação da protrombina G20210A, deficiências de proteína C, S ou antitrombina. Predisposição genética que aumenta a tendência à formação de coágulos.
Obesidade
O excesso de peso aumenta a pressão nas veias das pernas e altera fatores de coagulação, duplicando o risco de trombose venosa.
Viagens prolongadas
Viagens aéreas ou terrestres com mais de 4 horas de duração. A imobilidade prolongada em posição sentada reduz o fluxo venoso nas pernas, favorecendo a formação de coágulos.
Sintomas de trombose e embolia pulmonar
Reconhecer os sintomas de TVP e embolia pulmonar precocemente pode salvar vidas. Alguns sinais exigem atendimento imediato.
Edema unilateral
Inchaço em apenas uma perna é um dos sinais mais característicos de TVP. A perna afetada pode ficar visivelmente mais grossa que a outra.
Dor e vermelhidão na perna
Dor na panturrilha ou coxa, que pode piorar ao caminhar ou ficar de pé. A pele pode ficar vermelha, quente ao toque e sensível.
Dispneia súbita
Falta de ar repentina sem causa aparente é o principal sinal de embolia pulmonar. Pode ocorrer em repouso ou ao mínimo esforço.
Dor torácica
Dor no peito que piora ao respirar fundo ou tossir (dor pleurítica). Na embolia pulmonar, pode simular infarto. Requer avaliação de emergência.
Taquicardia
Batimento cardíaco acelerado é sinal de compensação cardíaca diante de embolia pulmonar. Pode vir acompanhada de sensação de palpitação.
Cianose
Coloração azulada da pele, lábios ou extremidades, indicando baixa oxigenação. Na EP grave, sinal de comprometimento significativo da troca gasosa.
Embolia pulmonar: emergência medica
Falta de ar súbita, dor torácica ao respirar, taquicardia e cianose (coloração azulada) são sinais de embolia pulmonar e exigem atendimento de emergência imediato. Ligue para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo. Não aguarde para consulta ambulatorial.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico de trombose combina exames laboratoriais e de imagem para confirmar o coágulo e investigar a causa.
D-dímero
Exame de sangue que detecta fragmentos de fibrina degradada. Valor normal praticamente exclui trombose aguda (alto valor preditivo negativo). Primeiro passo na investigação.
Ultrassom Doppler venoso
Exame de imagem de escolha para diagnosticar TVP. Avalia o fluxo sanguíneo nas veias e identifica a presença e extensão do coágulo. Não invasivo e amplamente disponível.
Angiotomografia de tórax
Exame padrão-ouro para diagnóstico de embolia pulmonar. Identifica coágulos nas artérias pulmonares com alta sensibilidade e especificidade.
Pesquisa de trombofilia
Investigação de fatores genéticos e adquiridos que predispõem à trombose: Fator V Leiden, protrombina G20210A, proteínas C, S, antitrombina e anticorpos antifosfolípides.
Avaliação de risco de recorrência
Análise individualizada dos fatores provocadores, presença de trombofilias e risco de sangramento para definir duração ideal da anticoagulação.
Opções de tratamento
O tratamento da trombose evoluiu com os novos anticoagulantes orais. A escolha do tratamento é individualizada para cada paciente.
Anticoagulação oral (DOACs)
Anticoagulantes orais diretos (rivaroxabana, apixabana, edoxabana) são atualmente o tratamento de primeira linha para TVP e EP na maioria dos pacientes.
Heparina
Heparina de baixo peso molecular (enoxaparina) ou heparina não fracionada. Usada na fase aguda, em pacientes com câncer, gestantes ou quando DOACs não são indicados.
Trombolíticos
Medicamentos que dissolvem o coágulo (alteplase, tenecteplase). Reservados para EP maciça com instabilidade hemodinâmica ou TVP extensa com risco de perda do membro.
Filtro de veia cava inferior
Dispositivo implantado na veia cava para impedir que coágulos das pernas cheguem aos pulmões. Indicado quando anticoagulação é contraindicada ou em falha terapêutica.
Meias de compressão elástica
Meias graduadas que auxiliam no retorno venoso e previnem a síndrome pós-trombótica. Recomendadas após TVP proximal para reduzir sequelas crônicas.
Profilaxia antitrombótica
Prevenção de trombose em situações de risco: pós-operatório, internação hospitalar, viagens prolongadas e gestantes de alto risco. Individualizada pelo hematologista.
Por que tratar trombose com Dr. Estácio Ramos?
Especialista em coagulação
Com mais de 45 anos de experiência em hematologia e hemoterapia, Dr. Estácio é especialista em distúrbios da coagulação — incluindo tromboses, trombofilias e manejo de anticoagulação.
- Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (NY) — 1982-84
- Fred Hutchinson Cancer Research Center (Seattle) — 1984
- NY Blood Center — expertise em hemostasia e coagulação
- Diretor Técnico de Hemoterapia no Hospital Português
Hemoterapia e coagulação
A combinação de hematologia e hemoterapia é fundamental no manejo de tromboses: desde a investigação de trombofilias até o ajuste fino da anticoagulação e manejo de complicações hemorrágicas.
O conhecimento em hemoterapia e hemostasia permite uma abordagem integrada: avaliação de fatores de coagulação, pesquisa de trombofilias hereditárias e adquiridas, definição da duração ideal da anticoagulação e manejo de situações complexas como trombose em pacientes com câncer ou gestação.
Perguntas sobre trombose
O que é trombose venosa profunda (TVP)?
A trombose venosa profunda (TVP) é a formação de um coágulo de sangue (trombo) dentro de uma veia profunda, geralmente nas pernas. O coágulo pode obstruir parcial ou totalmente o fluxo sanguíneo, causando dor, inchaço e vermelhidão no membro afetado. O principal perigo da TVP é o coágulo se desprender e migrar para os pulmões, causando embolia pulmonar, uma complicação potencialmente fatal.
Quais são os sinais de embolia pulmonar?
Os sinais de embolia pulmonar incluem falta de ar súbita, dor no peito que piora ao respirar fundo, tosse (às vezes com sangue), batimento cardíaco acelerado, tontura e desmaio. Trata-se de uma emergência médica que requer atendimento imediato. Se você apresentar esses sintomas, procure um pronto-socorro imediatamente.
Quanto tempo dura o tratamento com anticoagulante?
A duração depende da causa da trombose e do risco de recorrência. TVP provocada por fator transitório (como cirurgia ou imobilização) geralmente requer 3 meses de anticoagulação. TVP sem causa identificável (não provocada) ou recorrente pode necessitar de anticoagulação prolongada ou indefinida. A avaliação individualizada pelo hematologista é fundamental para equilibrar risco de recorrência e risco de sangramento.
Anticoncepcional causa trombose?
Anticoncepcionais hormonais combinados (que contêm estrogênio) aumentam o risco de trombose venosa em 3 a 4 vezes, especialmente em mulheres que possuem trombofilias hereditárias, mesmo sem saber. A avaliação de fatores de risco individuais antes da prescrição de anticoncepcionais é importante. Existem métodos contraceptivos que não aumentam o risco de trombose, como DIU de cobre, progestágenos isolados e métodos de barreira.
O que é trombofilia e como se relaciona com trombose?
Trombofilia é uma predisposição — genética ou adquirida — para formar coágulos sanguíneos. Condições hereditárias como Fator V Leiden, mutação da protrombina G20210A e deficiências de proteína C, S ou antitrombina aumentam o risco de trombose. Trombofilias adquiridas incluem a síndrome antifosfolípide. O hematologista investiga trombofilias em casos selecionados para guiar o tratamento e prevenção de novos episódios.
Posso fazer acompanhamento de trombose por telemedicina?
Sim. A telemedicina é excelente para acompanhamento de anticoagulação, análise de exames laboratoriais (como INR, D-dímero, hemograma), ajuste de doses de anticoagulantes e orientações sobre prevenção de recorrência. A avaliação inicial e exames de imagem (doppler, angiotomografia) podem ser realizados localmente, com acompanhamento e conduta por teleconsulta.
Diagnóstico e tratamento de trombose
Com mais de 45 anos de experiência em coagulação e hemoterapia, Dr. Estácio oferece avaliação completa para diagnóstico, anticoagulação e investigação de trombofilias. Atendimento presencial e por telemedicina.
CRM 6302 BA | RQE 27847 | 5643 | 5830
Condições Relacionadas
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. O diagnóstico e tratamento de trombose devem ser realizados por médico hematologista qualificado. Em caso de sintomas de embolia pulmonar, procure atendimento de emergência imediatamente.