Dr. Estácio RamosHematologista · CRM 6302 BA

Mieloma Múltiplo:
diagnóstico e tratamento

O mieloma múltiplo é um câncer das células plasmáticas da medula óssea que exige diagnóstico especializado e tratamento individualizado. Com formação no Memorial Sloan-Kettering e Fred Hutchinson, Dr. Estácio oferece expertise em diagnóstico, estadiamento e condução terapêutica do mieloma.

Diagnóstico precisoSegunda opiniãoTelemedicina nacional
Expertise em Mieloma Múltiplo

O mieloma múltiplo é um câncer das células plasmáticas que produzem anticorpos. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível obter remissões duradouras e qualidade de vida.

Formação nos principais centros de oncohematologia dos EUA: Memorial Sloan-Kettering Cancer Center e Fred Hutchinson Cancer Research Center.

45+
Anos de experiência
EUA
Formação Sloan-Kettering e Fred Hutchinson
3
RQEs (Hematologia + Hemoterapia + Patologia)
Brasil
Atendimento nacional via telemedicina

Critérios CRAB

Os critérios CRAB definem a lesão orgânica que indica mieloma sintomático com necessidade de tratamento. A presença de qualquer um deles é indicação para início de terapia.

C

Calcium (Hipercalcemia)

Cálcio sérico elevado (> 11 mg/dL). Causa náuseas, constipação, confusão mental, sede excessiva e poliúria. Pode ser a primeira manifestação do mieloma.

R

Renal (Insuficiência renal)

Comprometimento renal pela deposição de proteína monoclonal nos túbulos renais. Creatinina elevada (> 2 mg/dL) ou clearance reduzido.

A

Anemia

Hemoglobina abaixo de 10 g/dL ou 2 g/dL abaixo do normal. A infiltração da medula por plasmócitos compromete a produção normal de hemácias.

B

Bone (Lesões ósseas)

Lesões osteolíticas em radiografia, PET-CT ou ressonância. Fraturas patológicas, dor óssea intensa. Acometem principalmente coluna, costelas, pelve e crânio.

Sintomas do mieloma múltiplo

Os sintomas podem ser insidiosos e confundidos com outras condições. Reconhecê-los precocemente é fundamental para o diagnóstico e início do tratamento.

Dor óssea

Sintoma mais frequente (70% dos pacientes). Dor persistente na coluna, costelas ou pelve, que piora com movimento. Pode ser o primeiro sinal da doença.

Fadiga e anemia

Cansaço desproporcional, palidez e falta de ar aos esforços. A infiltração da medula por plasmócitos reduz a produção de hemácias normais.

Infecções frequentes

Pneumonias, infecções urinárias e sinusites recorrentes. A produção excessiva de proteína monoclonal compromete os anticorpos normais (imunossupressão).

Insuficiência renal

A proteína monoclonal depositada nos túbulos renais causa dano progressivo. Pode se manifestar com espuma na urina, inchaço e elevação da creatinina.

Fraturas patológicas

Fraturas que ocorrem com traumas mínimos ou espontaneamente, especialmente em vértebras. Resultam da destruição óssea pelos plasmócitos.

Hipercalcemia

Cálcio elevado no sangue causa sede intensa, poliúria, náuseas, constipação, confusão mental e, em casos graves, arritmias cardíacas.

Quando buscar avaliação urgente?

Proteína monoclonal identificada em exames, anemia inexplicada, dor óssea persistente sem causa aparente, insuficiência renal sem explicação ou hipercalcemia requerem avaliação hematológica. Nesses casos, entre em contato imediatamente.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do mieloma múltiplo envolve exames laboratoriais, de imagem e análise da medula óssea para confirmar a doença, classificá-la e definir o risco.

01

Eletroforese de proteínas

Exame de sangue e urina que detecta a proteína monoclonal (pico M). É frequentemente o primeiro exame a levantar a suspeita de mieloma. Imunofixação confirma o tipo de proteína.

02

Mielograma

Punção da medula óssea para contagem de plasmócitos. No mieloma, há 10% ou mais de plasmócitos clonais. Permite análise morfológica detalhada das células.

03

Biópsia de medula óssea

Fragmento ósseo para análise histológica e imuno-histoquímica. Confirma a infiltração plasmocitária e avalia o padrão de acometimento medular.

04

Exames de imagem (PET-CT / RX)

Radiografia de esqueleto, PET-CT ou ressonância para identificar lesões ósseas líticas, fraturas patológicas e plasmocitomas extramedulares.

05

Citogenética e FISH

Análise cromossômica dos plasmócitos para identificar alterações genéticas que definem risco e orientam a escolha do tratamento (del(17p), t(4;14), t(14;16)).

Opções de tratamento

O tratamento do mieloma múltiplo evoluiu significativamente. Hoje contamos com múltiplas linhas de terapia, individualizadas conforme o perfil de risco e elegibilidade de cada paciente.

Primeira linha

Quimioterapia de indução

Esquemas combinados (VRd: bortezomibe, lenalidomida, dexametasona) para reduzir a carga tumoral antes do transplante ou como tratamento de primeira linha.

Pacientes elegíveis

Transplante autólogo de medula

Quimioterapia de alta dose seguida de infusão de células-tronco do próprio paciente. Aprofunda a resposta e prolonga a remissão. Indicado para elegíveis.

Pós-transplante

Terapia de manutenção

Tratamento contínuo após indução/transplante para manter a remissão. Lenalidomida é o padrão. Prolonga significativamente a sobrevida livre de progressão.

Avanço terapêutico

Anticorpos monoclonais

Daratumumabe (anti-CD38) revolucionou o tratamento, tanto na primeira linha quanto em recaídas. Pode ser combinado com outros agentes em diversas fases.

Pilar do tratamento

Terapia-alvo

Lenalidomida (imunomodulador) e bortezomibe (inibidor de proteassoma) são pilares do tratamento moderno. Novas gerações incluem pomalidomida e carfilzomibe.

Fronteira terapêutica

CAR-T cells

Terapia celular inovadora para mieloma refratário ou em múltiplas recaídas. Linfócitos T do paciente são modificados para atacar os plasmócitos malignos (anti-BCMA).

Por que escolher Dr. Estácio Ramos?

Formação nos melhores centros

Formação em dois dos principais centros de oncohematologia do mundo, com experiência no manejo de neoplasias hematológicas complexas como o mieloma múltiplo.

  • Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (NY) — 1982-84
  • Fred Hutchinson Cancer Research Center (Seattle) — 1984
  • New York Blood Center — 1980-81
  • ABHH membro desde 1983

Hematologia e hemoterapia integradas

A combinação de hematologia e hemoterapia é fundamental no mieloma múltiplo, onde o suporte transfusional é frequentemente necessário durante o tratamento e no manejo das complicações.

Diretor Técnico da Unidade de Hemoterapia do Hospital Português. Expertise em suporte transfusional durante quimioterapia, manejo de hiperviscosidade por proteína monoclonal e plasmaférese terapêutica.

Perguntas sobre mieloma múltiplo

O mieloma múltiplo tem cura?

Embora o mieloma múltiplo ainda seja considerado uma doença sem cura definitiva na maioria dos casos, os avanços terapêuticos das últimas décadas permitiram um controle prolongado da doença. Com as novas terapias (anticorpos monoclonais, imunomoduladores, inibidores de proteassoma e CAR-T), muitos pacientes vivem anos com qualidade de vida. O transplante autólogo continua sendo parte fundamental do tratamento em pacientes elegíveis.

O que são os critérios CRAB no mieloma?

CRAB é um acrônimo para os quatro sinais de lesão orgânica que indicam necessidade de tratamento no mieloma: C (Calcium) — hipercalcemia, R (Renal) — insuficiência renal, A (Anemia) e B (Bone) — lesões ósseas líticas. A presença de qualquer um desses critérios, em conjunto com a confirmação de plasmócitos clonais na medula, define o mieloma como sintomático e indica início imediato de tratamento.

Qual a diferença entre mieloma e gamopatia monoclonal?

A gamopatia monoclonal de significado indeterminado (MGUS) é uma condição pré-maligna em que há produção de proteína monoclonal, mas sem os critérios CRAB ou outros marcadores de malignidade. Cerca de 1% dos pacientes com MGUS progridem para mieloma por ano. O mieloma smoldering (indolente) é uma fase intermediária, com mais plasmócitos, mas ainda sem lesão orgânica. Ambos requerem acompanhamento regular com hematologista.

Quem pode fazer transplante autólogo para mieloma?

O transplante autólogo de medula óssea é indicado para pacientes com boa condição clínica, geralmente até 70-75 anos, dependendo da avaliação individual. A elegibilidade envolve função cardíaca, pulmonar, renal e hepática adequadas. É realizado após 4-6 ciclos de quimioterapia de indução e continua sendo parte fundamental do tratamento do mieloma em pacientes elegíveis, proporcionando remissões mais profundas e duradouras.

O mieloma causa dor nos ossos?

Sim, a dor óssea é um dos sintomas mais frequentes do mieloma múltiplo, afetando cerca de 70% dos pacientes ao diagnóstico. Os plasmócitos malignos ativam os osteoclastos (células que destroem osso), causando lesões líticas principalmente na coluna, costelas, pelve e crânio. Isso pode levar a fraturas patológicas. O tratamento inclui bisfosfonatos ou denosumabe para proteção óssea, além do controle da doença de base.

Posso fazer acompanhamento por telemedicina?

A telemedicina é excelente para segunda opinião, análise de exames (eletroforese, mielograma, citogenética), acompanhamento entre ciclos de tratamento e orientação sobre conduta. Durante tratamento ativo com quimioterapia, o acompanhamento presencial com hematologista local é necessário. Posso trabalhar em conjunto com sua equipe local, especialmente para orientação sobre protocolo de tratamento e segunda opinião em decisões terapêuticas.

Diagnóstico e tratamento de mieloma múltiplo

Com mais de 45 anos de experiência e formação nos principais centros de oncohematologia dos EUA, Dr. Estácio oferece avaliação especializada para diagnóstico, estadiamento, tratamento e segunda opinião em mieloma múltiplo. Atendo pacientes de todo o Brasil via telemedicina.

CRM 6302 BA | RQE 27847 | 5643 | 5830

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. O diagnóstico e tratamento do mieloma múltiplo devem ser realizados por médico hematologista qualificado.